domingo, 17 de abril de 2011

De lágrima e tabaco

À alma, paz fustigada
amarrada
em linha puída,
não se debate
se resigna
a ansiedade
de querer ser livre
mas há liberdade
com paz?
na paz?

Tantos fatos
iniquos atos
injustos quadros
pobres retratos
de tantas realidades...
como há paz
em um ser
em tantas paisagens escravas?

Entanto, enquanto
a resignação
for a não ação
ou a ação passiva
de baixar a cabeça
e fazer vistas grossas
a escravidão pós-moderna
a paz é uma busca eterna
e sem liberdade
e sem felicidade...

...

Escrevo sem paz
inliberto
mesmo podendo ir e vir
sem restrição
mas com medo
cansado
dessa linha puída
e invisivel
que me prende o rabo
numa ansiedade
vertiginosa
- de ser livre
de ser feliz
(diz a felicidade estar em nós)
uma inverdade
fabricada em larga escala
produzida em "Tempos (pós)Modernos"
vendida em autoajuda
numa virtual-super-hiper-liquida-ação -
embotado em lágrimas
suor-dos-olhos-tristes
e fumaça de tabaco
expiração-palpitante-depressiva.

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