No hall
entrada
salão festivo
elevador
escada
esporádicos
bons dias
boas tardes
boas noites
ou gesto simples
de segurar portão
No primeiro andar
sede administrativa
casa da sindica
No segundo andar
nada
a não ser
que está entre o primeiro
e o terceiro
No terceiro andar
uma laje
de separação
vozes perdidas
mal escutadas
mal entendidas
não identificadas
só do 304
que sobe em reclamação
das fumaças
das cinzas
de cigarros desgaarrados
tragados no coração
No quarto andar
quatro portas
quatros vidas
separadas
divididas
desconhecidas
isoladas
em blocos vigas e cimentos
que o ponteiro
do dia-a-dia
velozes atrozes ferozes
sela em distância
vizinhos sentimentos
Nos demais andares
escadas
e lajes acima
igualmente embotados
na distância individualista
dos cimentos blocos e vigas
edificada
segunda-feira, 8 de março de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
Porta-retrato
Porta fachada
num retrato fechado
Porta tristeza
num retrato sorriso
Porta lágrimas
num retrato fachada
Porta vernizes
num retrato sem cor
Porta dores
num retrato colorido
Porta vida
num retrato ferido
Porta alegria
num retrato rasgado
Porta chagas
num retrato curado
Porta fechada
Porta aberta
num retrato fachada
num retrato fechado
Porta tristeza
num retrato sorriso
Porta lágrimas
num retrato fachada
Porta vernizes
num retrato sem cor
Porta dores
num retrato colorido
Porta vida
num retrato ferido
Porta alegria
num retrato rasgado
Porta chagas
num retrato curado
Porta fechada
Porta aberta
num retrato fachada
quinta-feira, 4 de março de 2010
temos que ser estanques ou somos voláteis?
O sol que nasce
O rio que passa
hoje
não é o mesmo
ao se por a tarde
tão pouco
ao nascer amanhãO rio que passa
agora
já não é o rio porvir
nem o rio ali na frente
é o que passou aqui
A árvore
na sua
raiz
constante
se move
inconstante
atemporal
não é de hoje
nem de amanhã
muito menos de ontem
O ar não para
é aqui
não é ali
nem vai ser aculá
nem no passado
nem do presente
nem do futuro
é só
e todo
mo
vi
men
to
Nem o ser humano
tem por tudo
uma fixação no tempo
o tempo todo:
as ideias passam
os amores chegam
os sentimentos virão
as paixões
padecem
padeceram
padecerão
O vivo morre
o morto vive
o novo é velho
o velho é novo
Como a chuva que
cai
mesmo perene
não é aquela, daqui
agora,
a mesma ali
adiante
Como a pedra
milenar
mesmo imovel
na ilusão dos sentidos
não para
nem congela
num ponto fixo do tempo
Tudo muda todo muda tempo tudo tempo todo
tempo todo tempo tudo muda todo tempo muda
tempo muda muda todo tudo tempo tudo todo
tudo todo tudo tempo todo tudo muda tudo
muda tudo todo tudo muda tempo todo tempo
todo tempo tudo todo muda tempo muda tudo
muda tempo todo tempo todo tudo muda tudo
todo tudo muda tudo tudo todo tempo muda
tudo tempo tudo todo tempo muda tempo todo
muda todo tempo muda tempo todo tudo muda
tempo tudo tempo todo tudo muda todo tempo
todo muda tudo muda todo tempo muda tudo
num lapso
flexo
reflexo retorno
nada para tempo todo
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Acordar e ver a luz do sol se por
Todo sonho
é só um sonho
que sonho
em matizes
coloridas imaginações
Amores cumplices
entendimentos
sentimentos
companheiros
correspondidos
compreendidos
Amizades presentes
todos juntos
num só caminho
caminho abraçados
de sonhos comuns
compartilhados
Paz não no horizonte
mas nas pegadas
comuns divididas
de mãos dadas
no presente
desde ontem
Um sonho
sonho não utópico
um sonho real
não um paraiso
mas um sonho humano
de entendimento
de respeito
em sermos diferentes
sendo um só
mesmo sendo tantos
tão diferentes
mesmo dentro da gente
somos tantos tão diferentes
e tão iguais
em sermos em nós
tão diferentes
Um sonho
de sonhar em harmonia
de uma sinfonia
de uma orquestra
chamada humanidade
...
Não vi esse nascer de sol
nem verei de mão dadas aos amigos
cada um tem seu próprio caminho
cada um tem seu proprio quadrado
e não gostam de ser desviados
e não gostam de ser invadidos
mas cabe respeita-los
...
Como cabe
a um sonhador
num tempo do enterro do carinho
chorar acordado
solitário
a luz do sol
se por
num horizonte distante
distante até de um futuro
bem distante.
é só um sonho
que sonho
em matizes
coloridas imaginações
Amores cumplices
entendimentos
sentimentos
companheiros
correspondidos
compreendidos
Amizades presentes
todos juntos
num só caminho
caminho abraçados
de sonhos comuns
compartilhados
Paz não no horizonte
mas nas pegadas
comuns divididas
de mãos dadas
no presente
desde ontem
Um sonho
sonho não utópico
um sonho real
não um paraiso
mas um sonho humano
de entendimento
de respeito
em sermos diferentes
sendo um só
mesmo sendo tantos
tão diferentes
mesmo dentro da gente
somos tantos tão diferentes
e tão iguais
em sermos em nós
tão diferentes
Um sonho
de sonhar em harmonia
de uma sinfonia
de uma orquestra
chamada humanidade
...
Não vi esse nascer de sol
nem verei de mão dadas aos amigos
cada um tem seu próprio caminho
cada um tem seu proprio quadrado
e não gostam de ser desviados
e não gostam de ser invadidos
mas cabe respeita-los
...
Como cabe
a um sonhador
num tempo do enterro do carinho
chorar acordado
solitário
a luz do sol
se por
num horizonte distante
distante até de um futuro
bem distante.
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